Após uma reação feroz da UEFA, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma espécie de subsidiária comercial proposta pelo dirigente para gerir a Copa do Mundo com investidores privados.
A empresa de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) foi anunciada na última terça-feira (28) e irritou os cartolas europeus. Na visão de Infantino, trata-se de “uma oportunidade”.
“A FIFA Forward Enterprise, ou FFE, é, na verdade, uma proposta, uma oferta. Ela faz parte de um processo democrático - um processo de consulta - e, acima de tudo, é uma oportunidade, não uma obrigação”, disse, em pronunciamento oficial.
O cartola insistiu que a empresa seria totalmente controlada pela Fifa, assumindo apenas operações comerciais e de eventos, e que o assunto ainda será discutido como uma opção junto às federações.
“Ela simplesmente comercializaria e organizaria todas as competições pertencentes à FIFA, juntamente com patrocínios, direitos de transmissão, licenciamento e novos empreendimentos, em benefício das 211 Associações Membro da FIFA; ao mesmo tempo, liberando um valor comercial que antes não era capturado”, prosseguiu Infantino.
A Uefa discorda desta visão. Em nota divulgada ontem, a confederação afirmou que “a alma e a governança do futebol não são ativos para negociar - especialmente com zero transparência sobre quem lucra financeiramente”.
Para o presidente da Fifa, a prioridade agora é fortalecer o lado comercial das competições.
