O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja ir a Minas Gerais logo na largada da campanha eleitoral. O PT mineiro organiza para o dia 17 de agosto o lançamento da chapa de Patrus Ananias ao governo e de Marília Campos ao Senado.
Um dia antes, Lula fará no ABC paulista um ato de abertura oficial da campanha à reeleição do presidente. A partir daí, a equipe do petista planeja escolher a dedo o roteiro de viagens do primeiro turno.
Lula teve arbitragem decisiva no cenário mineiro com a escolha do deputado federal e ex-ministro de seu governo, Patrus Ananias, para ser cabeça de chapa. Antes, insistiu no senador Rodrigo Pacheco (PSB) e em Marília Campos (PT), que conseguiu convencer o próprio partido de que estaria melhor posicionada para o Senado.
Minas Gerais é considerado um “estado pêndulo” do perfil do eleitorado brasileiro e que ora tende para a esquerda, ora para a direita. Por consequência, é uma peça-chave nas eleições presidenciais brasileiras e com potencial de definir a disputa presidencial sob a máxima da tradição de décadas de que “o candidato à presidência que vence em Minas, vence no Brasil”.
Candidatos usualmente colocam o estado no roteiro de campanha e tendem a pensar com estratégia a formatação de palanques. Apesar do ceticismo do próprio PT com a ida de Patrus para o segundo turno, as indefinições na direita e os primeiros resultados das pesquisas ajudam a esquerda a avaliar que há uma boa arrancada do projeto.
