A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi, investigado por possíveis casos de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, solicitou, nesta 4ª feira (29.jul.2026), o adiamento do julgamento do processo administrativo disciplinar marcado para 6 de agosto.
O plenário do STJ deverá decidir se aplica a Buzzi, afastado desde fevereiro deste ano, a pena de aposentadoria compulsória. A sessão será realizada de forma presencial e em caráter reservado, sem acesso do público.
A defesa argumenta que o recesso forense do STJ termina em 31 de julho e que a maior parte dos ministros do plenário só retomará as atividades em 3 de agosto. Segundo os advogados, isso deixaria 3 dias úteis até a sessão de julgamento, prazo que consideram insuficiente para realizar despachos com todos os integrantes do colegiado.
“A concentração do retorno dos ministros em 3 de agosto, somada à natural sobrecarga de compromissos que caracteriza o reinício das atividades após o recesso, torna materialmente impossível à defesa agendar e realizar, em tempo hábil e com a serenidade que a matéria exige, os despachos com a totalidade dos integrantes do colegiado antes da sessão de 6 de agosto”, diz um trecho da petição feita pelos advogados Maria Fernanda Saad Ávila, Paulo Emílio Catta Preta e Maíra Costa Fernandes.
Buzzi está afastado cautelarmente do STJ desde 10 de fevereiro de 2026, quando o Pleno da Corte decidiu, por unanimidade, retirá-lo temporariamente das funções.
