A embaixada dos Estados Unidos avisou ao governo federal que dois funcionários enviados pelo Departamento do Estado dos Estados Unidos ao Brasil para uma “missão eleitoral” tinham a intenção de encontrar o senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo apurou a CNN Brasil.
O secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, Riley Barnes, e o subsecretário-assistente, Samuel Samson, enviaram uma nota verbal solicitando a emissão dos vistos no dia 20 de julho. O Itamaraty negou o pedido dos funcionários do governo dos Estados Unidos.
No documento, segundo apurou a reportagem, os dois funcionários do governo de Trump deixaram explícito que queriam tratar sobre o sistema eleitoral com autoridades brasileiras.
Uma reportagem publicada pelo jornal americano The Washington Post revelou que os dois tinham planos de preparar um ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral. Ambos respondem diretamente ao secretário de Estado, Marco Rubio, tido como um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington.
Fontes da diplomacia brasileira avaliam, sob reserva, que o movimento faria parte uma ação coordenada, se somando a declarações de Flávio e Eduardo Bolsonaro, para questionar as urnas eletrônicas e o sistema de votação do país.
