A indústria de calçados de couro no Rio Grande do Sul enfrenta desafios significativos devido à nova tarifa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos sobre as exportações. Este aumento na taxação tem levado empresas a reestruturar suas operações e buscar novos mercados para evitar impactos na produção e no emprego.
Queda nas exportações para os EUA
Historicamente, os Estados Unidos foram responsáveis por 25% das vendas de calçados de couro brasileiros, mas esse número caiu para apenas 8%. As empresas estão se adaptando a essa nova realidade, buscando alternativas em mercados como:
Europa
Oceania
América Latina (Chile, Paraguai, Colômbia e Argentina)
Uruguai
Impacto na produção e no mercado interno
Dados do Ministério da Agricultura indicam que o Rio Grande do Sul é o principal estado exportador de calçados de couro, com vendas que totalizaram mais de 92 bilhões de dólares no ano passado. Com a nova taxação, o setor projeta uma nova queda nas exportações, afetando também a produção interna, que é composta por:
130 milhões de pares de calçados de couro produzidos anualmente
10 milhões de pares destinados ao mercado norte-americano
Reação do setor e alternativas
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados alerta que a situação é preocupante e destaca a necessidade de instrumentos de defesa comercial para proteger o mercado doméstico. No primeiro semestre deste ano, o Brasil recebeu mais de 25 milhões de pares de calçados importados.
