O Tesouro Nacional planeja revisar os limites do PAF (Plano Anual de Financiamento) para aumentar a margem da dívida pública atrelada à taxa básica de juros. A medida adapta a estratégia de captação do governo às exigências dos investidores por papéis com menor risco.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, fez a declaração durante apresentação do Relatório Mensal da Dívida nesta 4ª feira (29.jul.2026).
A iniciativa pretende assegurar o dinheiro necessário para financiar o Estado sem causar instabilidade no mercado financeiro, já que a demanda por títulos atrelados à Selic está em alta e quase no limite permitido.
A participação dos papéis atrelados à Selic está em aproximadamente 49% do estoque, quando o limite é de 50%.
Helano disse que o avanço da dívida “selicada”, que é a parcela dos títulos com rentabilidade flutuante atrelada à taxa de juros básica, se dá porque, em tempos de incertezas econômicas, os agentes financeiros procuram esses papéis para proteger as carteiras de variações bruscas de preços.
De acordo com o coordenador, a guerra no Irã e os preços do petróleo não estavam totalmente precificados no planejamento inicial do ano. O Tesouro Nacional deve realizar estudos agora em agosto para apresentar a revisão do PAF em setembro.
“A composição da dívida é consequência direta da política monetária e da política fiscal. O Tesouro não busca forçar os participantes.
