A economia brasileira deve manter o ritmo de crescimento até o fim de 2026, impulsionada pela expansão do crédito e pelos estímulos fiscais, de acordo com a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Entretanto, esse cenário tende a mudar a partir de 2027, quando o governo eleito enfrentar a necessidade de ajuste das contas públicas.
A avaliação consta na Carta de Conjuntura de julho de 2026, elaborada pelo Csesp (Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política da FecomercioSP) e divulgada nesta 4ª feira (29.jul.2026). Eis a íntegra do documento (PDF - 1 MB).
A FecomercioSP afirma que as empresas devem aproveitar o ambiente favorável de 2026 para reforçar o caixa e se preparar para um cenário mais desafiador em 2027, marcado por ajustes fiscais, juros elevados e pela entrada em vigor da reforma tributária.
Segundo o documento, o atual ciclo de expansão da atividade é sustentado pelo aumento das concessões de crédito, especialmente para o consumo, enquanto os investimentos produtivos continuam perdendo força.
Na indústria, o conselho afirma que não há evidências de uma reversão da atividade, apesar da queda registrada em abril e maio. A expectativa da federação é de um crescimento de 1,5% a 2% para o setor em 2026.
O documento destaca, porém, que os bens de capital -utilizados para ampliar a capacidade produtiva das empresas- seguem em retração.
