O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) reúne-se na 5ª feira (30.jul.2026) para deliberar sobre a resolução que permite a venda direta do gás natural da União ao mercado livre. A proposta defende que a PPSA (Pré-Sal Petróleo), estatal que gerencia os contratos de partilha, passe a organizar leilões para comercializar o insumo extraído do pré-sal, alterando a dinâmica atual do setor.
A pauta enfrenta forte resistência da Petrobras e é o epicentro de uma disputa nos bastidores do governo. No início de julho, uma articulação da petroleira junto à Casa Civil levou ao adiamento de uma reunião do colegiado que trataria do tema. À época, o Palácio do Planalto justificou a suspensão do encontro a menos de duas horas do início alegando a necessidade de recalcular cenários macroeconômicos em virtude de reviravoltas na guerra do Oriente Médio.
A parcela de gás natural que pertence ao governo federal é adquirida pela própria Petrobras por meio de contratos antigos e com valores reduzidos. O objetivo da nova resolução do CNPE é quebrar a exclusividade da petroleira como única compradora e definidora do destino final desse recurso.
Caso a medida seja aprovada, a PPSA ganha autorização para atuar formalmente como agente comercializador.
