A corrida pela liderança da inteligência artificial ganhou um novo capítulo durante a Convenção Mundial de Inteligência Artificial, realizada na China.
No evento, o presidente chinês Xi Jinping defendeu publicamente a adoção de modelos abertos (open source), reacendendo o debate sobre o futuro das empresas que comercializam modelos fechados de IA e sobre os impactos dessa disputa para governos, empresas e usuários.
Para Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e apresentadora da Resenha do Dinheiro, a principal diferença entre os dois modelos está no custo de utilização.
“Uma das maiores críticas da IA é o custo dos tokens. Empresas como Anthropic e OpenAI estão cobrando pela utilização dos modelos, enquanto a China defende modelos abertos e os modelos chineses financiados pelo governo são open source. Quando isso acontece, fica a dúvida sobre qual será o futuro dessas big techs se você vai ter modelos na China que serão completamente gratuitos”, analisa Marilia.
A executiva destaca que essa mudança pode alterar significativamente a dinâmica competitiva do setor, principalmente se os modelos gratuitos continuarem evoluindo em qualidade e capacidade.
