O Irã encerrou dias de relativa calmaria no Oriente Médio após lançar o que os EUA chamaram de ataque “surpresa”, em uma mudança marcante no padrão dos combates.
Em vez de responder a um novo ataque americano, Teerã optou por reacender o conflito por iniciativa própria, demonstrando uma disposição crescente de usar a força militar para moldar o curso da guerra em seus próprios termos.
Isso, por sua vez, prepara o terreno para uma nova escalada. “Vamos dar uma baita surra neles”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, à Fox News na manhã de quarta-feira (29). “Vamos atacá-los com força. Eles vão apanhar.”
Essa ameaça dificilmente poderia ter surpreendido Teerã, que lançou seus mísseis sabendo que eles poderiam trazer os bombardeiros americanos de volta.
Trump havia atribuído a pausa da semana passada a um pedido do Irã, porque “eles nos pediram muito gentilmente” e queriam negociações. Teerã nunca se comprometeu publicamente com a pausa recente, embora um alto funcionário iraniano tenha dito que “nossas forças armadas também decidiram não tomar ação militar”.
Isso torna a decisão do Irã de retomar os ataques ainda mais significativa.
Horas depois de sinalizar publicamente que iria seguir a contenção dos Estados Unidos, Teerã atacou forças americanas, aparentemente decidindo que aumentar a pressão valia o risco de retomar os bombardeios noturnos.
