A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta 4ª feira (29.jul.2026) que ele não tinha conhecimento prévio do vídeo produzido com inteligência artificial exibido no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo os advogados, Bolsonaro não autorizou o uso de sua imagem e voz para a produção do conteúdo sintético e destacou que ele permanece impedido de se comunicar com Flávio por um prazo de 90 dias, em cumprimento a determinações judiciais.
Em resposta enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a defesa ressaltou que os filhos do ex-presidente “sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito”.
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Os advogados afirmaram que o compartilhamento e o uso do acervo do ex-presidente por seus familiares ocorrem em virtude de uma “natural relação de confiança” entre pai e filhos, aliada à própria natureza pública da imagem de Bolsonaro.
Na 3ª feira (28.jul.2026), Moraes pediu esclarecimentos da defesa para saber se Bolsonaro sabia ou não que sua imagem seria utilizada em material político pela candidatura de Flávio. O ministro ressaltou que Bolsonaro está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros.
