O Tesouro Nacional deve revisar em setembro o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026 para elevar o limite de participação dos títulos atrelados à taxa Selic na Dívida Pública Federal (DPF). A sinalização foi feita nesta quarta-feira (29) pelo coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, após a fatia desses papéis avançar de 48,99% em maio para 49,32% em junho.
Pelo PAF de 2026, a participação dos títulos vinculados à Selic está prevista em um intervalo de 46% a 50%. Com o resultado de junho, a composição ficou próxima do teto estabelecido para o ano.
Segundo Borges Dias, a tendência é de ampliação dessa faixa porque esses papéis têm liderado as emissões em momentos de incerteza. Na avaliação dele, as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) cumprem um papel de proteção no financiamento público, já que reduzem a volatilidade e costumam concentrar a demanda dos agentes nesse tipo de cenário.
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O coordenador informou ainda que, em julho, houve elevação no volume emitido, com apoio dos títulos flutuantes. Ele citou a guerra do Irã como um fator novo no ambiente de mercado, que não estava precificado nos limites definidos no PAF.
Borges Dias afirmou que as revisões do plano costumam ocorrer em abril e que, em agosto, são feitos os estudos para avaliar a necessidade de uma nova atualização.
