O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, determinou na 6ª feira (24.jul.2026) que a Meta preserve os dados de rede de perfis que podem ter atuado em uma ação coordenada contra o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão está sob sigilo e atende a um pedido do partido do candidato bolsonarista. Segundo a equipe jurídica do PL, foi identificada uma rede de cerca de 20.000 perfis falsos nas redes sociais da Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp) que patrocinavam publicações contrárias a candidatos da direita.
Nunes Marques determinou que a empresa preserve os dados dos perfis citados pelo PL, como as informações de cadastro e os dados bancários utilizados para o pagamento dos anúncios no sistema de publicidade da plataforma. De acordo com o PL, perfis estranhos, com 20 a 30 seguidores, chegavam a investir individualmente até R$ 200 mil em impulsionamentos direcionados contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O que disse o PL
A equipe jurídica do PL afirmou à imprensa, em 20 de julho, que solicitou ao TSE a abertura de uma investigação aprofundada para apurar a autoria e o financiamento da suposta rede de perfis falsos atuando contra a campanha de Flávio.
“O volume de gente engajada é grande. Não dá pra fazer isso sem muita gente, sem uma estrutura por trás. Esses impulsionamentos foram pagos em reais, em pesos colombianos e em dólares. Trata-se de uma estrutura que deixa muito pouco rastro.
