As vendas de máquinas agrícolas geraram R$ 4,97 bilhões em junho deste ano, uma retração de 22,3% em relação ao mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2026, o segmento foi o que mais pressionou o desempenho da indústria brasileira de máquinas e equipamentos.
O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (29) pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).
Em relação a maio, as vendas subiram 8,3%, porém no acumulado dos primeiros seis meses do ano, o resultado é de queda de 21,3%, com um total R$ 26,64 bilhões.
A atividade voltada ao campo registrou a maior retração entre todos os grupos setoriais, refletindo o enfraquecimento da demanda doméstica e os efeitos do crédito mais caro sobre os investimentos dos produtores, informou a entidade.
No caso das máquinas produzidas no Brasil, a retração foi ainda mais intensa: as vendas internas recuaram 17% no semestre em relação ao mesmo período do ano passado.
A entidade atribui esse cenário principalmente à política monetária restritiva, que elevou o custo do capital e adiou decisões de compra e renovação de equipamentos.
Exportações
Apesar do cenário doméstico desfavorável, as exportações de máquinas ligadas ao agronegócio ajudaram a amenizar parte das perdas.
A Abimaq destaca que as vendas externas seguem concentradas, entre outros segmentos, em equipamentos destinados à agricultura, contribuindo para que as exportações da indústria crescessem 12,7% no acumulado do primeiro semestre.
