O custo para financiar o endividamento do governo federal está em trajetória de alta e atingiu 14,20% ao ano, em junho, nas novas captações. O cenário de juros elevados atrai investidores internacionais e pequenos poupadores para os títulos públicos.
Os dados constam no RMD (Relatório Mensal da Dívida), divulgado pelo Tesouro Nacional nesta 4ª feira (29.jul.2026). A DPF (Dívida Pública Federal) subiu 2,61% em junho de 2026 e atingiu R$ 9,268 trilhões. O estoque passou de R$ 9,033 trilhões em maio para R$ 9,268 trilhões no fim de junho, alta nominal de R$ 235,7 bilhões.
O custo médio do estoque total da DPF (Dívida Pública Federal), acumulado em 12 meses, passou de 12,31% para 12,68% ao ano em junho. Com a análise apenas da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna), o percentual passou de 13,09% para 13,19% ao ano.
A diferença entre os custos é que o estoque se refere às dívidas velhas, enquanto as novas captações dizem respeito às novas emissões de títulos pelo governo, o que mostra o crescimento do prêmio pago.
O capital estrangeiro aproveitou as taxas para alocar mais recursos no país. Os investidores não-residentes aumentaram as posições na dívida pública em aproximadamente R$ 6,9 bilhões apenas no mês de junho.
Esse grupo encerrou o 1º semestre com 9,95% de toda a dívida interna brasileira. A estratégia concentra o capital de forma evidente: 69,42% da carteira dos estrangeiros está alocada em títulos prefixados.
