O plano de abrir a Fifa a investidores privados através da criação de uma empresa, a FIFA Forward Enterprise (FFE), é uma “jogada de poder” impulsionada por uma mentalidade “norte-americana”, e somente a Europa, o “coração do futebol mundial”, pode neutralizá-la, disse à AFP Jean-Baptiste Guégan, especialista francês em geopolítica do esporte.
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Pergunta: O anúncio deste projeto, do qual várias confederações e associações nacionais dizem ter se inteirado somente agora, é realmente uma surpresa?
Resposta: “O fato de as confederações não terem sido informadas não é nenhuma surpresa, embora poucos esperassem que as coisas chegassem a esse ponto, mesmo que, considerando o Prêmio da Paz da Fifa e as várias controvérsias em torno da Copa do Mundo de 2026 ou da Copa do Mundo de Clubes, nada mais seja surpreendente. Estamos testemunhando a personalização e a tomada do poder político dentro da Fifa, manifestando-se em iniciativas como esta. Estamos vendo uma tomada de poder que vai além do que testemunhamos sob Sepp Blatter (antecessor de Gianni Infantino na presidência da Fifa)”.
P: Quais aspectos deste projeto suscitam preocupações jurídicas? A União Europeia apontou especificamente para o direito da concorrência…
R: “Essa é, obviamente, uma questão que está sendo levantada.
