A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, suspeito de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, pediu o adiamento de seu julgamento na Corte, marcado para a próxima quinta-feira (6).
O plenário do STJ deve analisar um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar no afastamento definitivo de Buzzi do cargo de ministro.
Ele foi afastado do cargo em fevereiro, época em que as denúncias vieram à tona, e desde então aguarda a conclusão do julgamento. A sessão será fechada ao público e ocorrerá de forma presencial no plenário do STJ.
Nunes Marques determina investigação a ministro Marco Buzzi, do STJ, suspeito de importunação sexual
Os advogados afirmam que não tiveram tempo suficiente para despachar com todos os ministros que participarão do julgamento. A defesa quer apresentar seus argumentos aos magistrados.
"A concentração do retorno dos Ministros no dia 3 de agosto [após o término do recesso de julho], somada à natural sobrecarga de compromissos que caracteriza o reinício das atividades após o recesso, torna materialmente impossível à defesa agendar e realizar, em tempo hábil e com a serenidade que a matéria exige, os despachos com a totalidade dos integrantes do colegiado antes da sessão de 6 de agosto", dizem os defensores de Buzzi.
Eles pedem que o julgamento fique para a semana seguinte ou outra data conveniente. O pedido foi endereçado ao presidente do STJ, ministro Herman Benjamin.
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