A economia brasileira gerou 921,64 mil empregos formais no primeiro semestre deste ano, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e do Emprego.
O número representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada.
Essa também foi o pior resultado na geração de empregos para os seis primeiros meses de um ano desde 2020, quando foram fechadas milhão de vagas formais em meio à pandemia da Covid-19.
A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.
Juros altos
A forte queda na geração de empregos formais foi registrada em um contexto de juros básicos ainda altos, apesar de a autoridade monetária ter baixado a taxa em três reuniões seguidas.
Atualmente em 14,25% ao ano, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC), é a mais alta do mundo em termos reais (descontada a inflação para os próximos 12 meses) em um ranking da MoneYou com 40 nações.
Ao manter os juros em patamar elevado, o Banco Central pontua que busca desacelerar a atividade como estratégia para conter a inflação.
Em suas considerações sobre o patamar da taxa de juros, o BC explica que acompanha "detidamente" o mercado de trabalho.
