Os incêndios florestais que assolam o sudoeste da França e partes da Espanha podem levar meses para serem totalmente controlados, segundo autoridades dos dois países. A situação é agravada pela chegada de uma nova onda de calor extremo, sem previsão de chuva, que ameaça intensificar ainda mais as chamas já devastadoras.
De acordo com o analista de clima e meio ambiente Pedro Côrtes, quanto mais elevada a temperatura, maior a tendência de o ambiente ficar seco, o que facilita tanto a propagação dos incêndios quanto o surgimento de novos focos.
“Isto, obviamente, não ajuda na contenção, no combate a esses incêndios”, afirmou Côrtes durante o Live CNN desta quarta-feira (29). Ele destacou que o fato de estar muito quente, por si só, já é um problema considerável.
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O analista lembrou também que o pico do verão europeu normalmente ocorre em agosto. “Infelizmente, não se descarta a possibilidade de novos focos de incêndio.”
Além de França e Espanha, países como Portugal, Grécia e Itália, tradicionalmente afetados por incêndios intensos, também estão no radar das autoridades.
“Essas queimadas têm ficado cada vez mais intensas, ano após ano, exatamente por conta das mudanças climáticas“, observou Côrtes.
