Uma investigação da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, apura se a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro está ligada ao esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 2 bilhões em sete anos, alvo de operação nesta quarta-feira (29).
A CNN Brasil apurou que investigadores acreditam que “nomes grandes” da contravenção podem estar envolvidos no esquema, o que pode ser confirmado após a análise de documentos apreendidos durante esta quarta. Ao menos seis pessoas foram presas e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A “nova cúpula” do jogo do bicho no Rio de Janeiro é composta, principalmente, por Vinicius Drumond, filho do bicheiro Luizinho Drumond, Rogério de Andrade e de Adilsinho.
A PF também investiga se alguma facção criminosa está envolvida no esquema, tanto pelos valores movimentados quanto pela sofisticação envolvendo empresas de fachada. Além da movimentação bilionária entre janeiro de 2019 e março de 2026, os suspeitos teriam sacado ao menos R$ 100 milhões nesse período.
Um dos principais nomes da organização criminosa é um empresário dono de uma construtora em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, preso na operação desta quarta. Ele seria contratado por bicheiros junto com laranjas para converter o montante arrecadado pela contravenção em “dinheiro limpo“.
