Pouco se sabe sobre como soava a música da Grécia Antiga. Sem gravações, partituras completas ou instrumentos preservados em condições de uso, pesquisadores precisam recorrer há décadas a vestígios arqueológicos, textos históricos e representações artísticas para tentar reconstruir a paisagem sonora de uma das civilizações mais influentes da história. Foi justamente o que aconteceu na construção dos “sons” de “A Odisseia”, novo longa dirigido por Christopher Nolan.
A trilha sonora do filme foi composta pelo sueco Ludwig Göransson, 41, já renomado em Hollywood, que já venceu três prêmios Oscar em Melhor Trilha Original: “Pantera Negra” (2019), “Oppenheimer” (2023) e “Pecadores” (2026).
Segundo o compositor, Nolan pediu a ele que não usasse uma orquestra tradicional, com o intuito de aproximar o público ainda mais da atmosfera do universo antigo. Com isso, o profissional mergulhou em pesquisas históricas para “recriar” instrumentos que deveriam ser utilizados na Grécia Antiga.
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A partir dessas referências históricas, a equipe de produção trabalhou ao lado de artesãos especializados para criar réplicas o mais fiéis possível aos modelos originais.
“Tive que sair da minha zona de conforto e usar sons que nunca tinha usado antes”, disse Göransson.
