Símbolo da campanha eleitoral o preço da picanha chegou a cair no começo do governo Lula, não pela política econômica e, sim por causa do ciclo pecuário.
Em 2022, na disputa ao Planalto, com o poder de compra pressionado (pelos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia) e a inflação em alta (o IPCA em abril de 2022 acumulou alta de 12,1% em 12 meses) o churrasco virou artigo de luxo.
Colocar a carne, e principalmente o corte nobre, na mesa do brasileiro se tornou tema recorrente do debate político.
Mas esse ano, com novo movimento de alta na pecuária, o discurso pode mudar de lado. Não pelas questões econômicas, como o endividamento das famílias, mas principalmente pelo que acontece no campo.
Levantamento exclusivo feito pela consultoria Safras & Mercado para a CNN mostra que o preço da picanha, deflacionado pelo IPCA, fechou o mês de junho custando R$ 85,10 o quilo.
Na comparação com junho de 2025 o avanço chega a 21%, em 12 meses, em valores deflacionados.
A análise, feita a partir de dados de janeiro de 2023, mostra que a picanha atingiu o valor mais alto da série em janeiro desse ano: R$ 85,59 o quilo.
A promessa de carne bovina mais acessível realmente aconteceu. Mas o movimento de baixa não tem relação com a política de preços, mas com o próprio ciclo da pecuária.
