Uma mulher de 64 anos foi presa em flagrante em uma uma fábrica clandestina de insumos hospitalares que funcionava em uma propriedade rural em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. No local eram produzidos e comercializados materiais à base de látex utilizados em procedimentos médicos.
A prisão foi realizada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra uma empresa do setor. A fábrica operava em condições precárias, cercada por lonas e madeiras improvisadas e equipada com diversos maquinários industriais.
Segundo a polícia, o imóvel tinha chão de terra batida, o que favorecia tanto a contaminação do solo pelos produtos químicos manipulados quanto dos insumos fabricados, devido às más condições de higiene.
O látex era preparado em galões improvisados, cobertos apenas por panos, enquanto as estufas utilizadas na secagem estavam enferrujadas. Após o processo, os produtos eram retirados e colocados em recipientes com água suja.
As investigações apontaram que os insumos eram vendidos para distribuidores de produtos hospitalares, que posteriormente os revendiam a hospitais e clínicas médicas, onde eram utilizados em pacientes.
Os policiais também constataram que os resíduos da produção eram descartados diretamente no solo e, em alguns casos, incinerados em uma área de mata, provocando poluição ambiental.
