Um grupo suspeito de lavar dinheiro e de movimentar cerca de R$ 2 bilhões para o jogo do bicho é alvo de mandados judiciais na Operação Conexão, deflagrada nesta quarta-feira (29) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Polícia Federal.
Segundo as investigações conduzidas pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os suspeitos eram contratados por bicheiros do Rio de Janeiro para converter o montante arrecadado pela contravenção e manter a aparência lícita do dinheiro.
Eles atuavam na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e utilizavam empresas do setor de construção civil para realizar o esquema.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de São José do Rio Preto (SP), Guapimirim (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). As decisões foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São José do Rio Preto.
Além das prisões e das buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que alcançam 18 pessoas físicas e jurídicas e compreendem o sequestro de bens e ativos, o bloqueio de valores em contas bancárias, a indisponibilidade de criptoativos e a constrição de veículos, até o teto de cerca de R$ 2 bilhões.
Segundo a investigação, os suspeitos que atuavam no interior de São Paulo eram contratados por bicheiros cariocas para lavar o dinheiro relacionado à contravenção.
