O ex-jogador Alex, ídolo de Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahce, tem uma espirituosa definição para a maneira como os boleiros são reconhecidos depois da aposentadoria. É algo como “depois que para, quem era bom vira craque, quem era craque vira gênio e quem era gênio vira Deus.” O canhoto do Paraná tem lugar de fala. Foi um fora de série, é consenso entre quem o viu jogar, ainda que ao longo da carreira tenha convivido com duras críticas (algumas justas) e até um apelido tão maldoso quanto divertido. Aos 34 anos, Neymar Jr. começa a conviver com este fenômeno.
O camisa 10 do Santos afirmou na última terça-feira, 28, depois do triunfo diante do Universidad Central-VEN, pela Sul-Americana, o que quase todo mundo já sabia (e que nem todos tiveram a delicadeza de esperar ouvir de sua boca): que seu ciclo na seleção brasileira se encerrou na Copa do Mundo de 2026. “Meu momento na seleção já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida. Sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas agora não quero mais”, afirmou. É uma pena que esta história tenha terminado de forma melancólica e que o último de seus 80 gols pelo Brasil seja lembrado pela provocação totalmente fora de hora e lugar ao goleiro da Noruega. Mas o craque popstar tem razão quando diz que marcou época e respeitou a camisa como poucos.
É fato que Neymar não conquistou seus dois maiores sonhos, o título da Copa do Mundo e o prêmio de melhor jogador do planeta.
