A indefinição dos partidos em relação aos apoios nacionais tem gerado reflexos diretos na formação dos palanques estaduais. O cenário é especialmente complexo no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, onde alianças contraditórias coexistem sem que lideranças regionais se posicionem de forma definitiva.
Tarcísio abre espaço para correligionários apoiarem Caiado
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado formal de Flávio Bolsonaro (PL), participou e discursou na convenção do PL no último sábado (25), não comparecendo à convenção do PSD.
No entanto, segundo interlocutores, ele não deverá tomar qualquer medida para impedir que correligionários e prefeitos apoiem Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência, ao mesmo tempo em que, no plano estadual, farão campanha para o próprio Tarcísio.
O PSD governa cerca de um terço dos municípios paulistas, o que torna a situação ainda mais emblemática. A chapa de Caiado tem Gilberto Kassab, do PSD, como vice, partido que é aliado do governador paulista.
Rio de Janeiro: Paes busca equilíbrio com apoio de Lula
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, candidato do PSD, enfrenta diretamente o candidato apoiado pelo PL, Douglas Ruas. Paes conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpriu agendas no estado.
A estratégia da campanha, porém, é evitar uma presença ostensiva do petista para não gerar desgastes com o movimento antipetista, que tem força no estado.
