O plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar uma empresa de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) para gerir a Copa do Mundo com investidores privados, incluindo a família Kushner, foi anunciado na terça-feira (28), e imediatamente atacado pela Uefa, entidade do futebol europeu.
“Não é da Fifa para vender”, disse a Uefa em comunicado. “Nenhum de nós é dono do futebol.”
Os planos de Infantino de formar uma subsidiária comercial, que seria chamada de Fifa Forward Enterprise (FFE), para gerir competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, foram divulgados pela primeira vez pelo The Times of London.
A Fifa afirmou em comunicado que a FFE captaria até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21 bilhões) ainda este ano para financiar programas de desenvolvimento “com base em uma avaliação patrimonial inicial de 20 bilhões de dólares, selecionando criteriosamente investidores de longo prazo que adquirirão participações minoritárias e sem poder de controle”.
A Fifa está trabalhando com o J.P. Morgan, enquanto os investidores pretendidos incluem a Thrive Eternal, fundada por Joshua Kushner, cujo irmão Jared Kushner é genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Copa do Mundo masculina encerrada neste mês apenas aprofundou os laços políticos e pessoais entre Trump e Infantino, e alimentou preocupações sobre esses vínculos, inclusive por parte da Uefa.
