A Rússia formalizou acusações contra Pavel Durov, fundador do Telegram, e emitiu um mandado internacional de prisão. Segundo o FSB, o aplicativo deixou de remover conteúdos que, na avaliação do órgão, eram usados por serviços especiais ucranianos e por organizações classificadas pelo governo russo como terroristas e extremistas.
A medida abre mais um capítulo da pressão exercida por Moscou sobre a plataforma, que continua popular no país apesar das tentativas de restringir seu uso.
FSB detalha as acusações
Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), os conteúdos citados na investigação teriam sido usados para organizar atos de sabotagem, terrorismo, massacres e operações de fraude cibernética dentro da Federação Russa. Foi com base nessa acusação que o órgão pediu a prisão internacional do empresário.
A resposta do Telegram veio logo depois, mas sem comunicado oficial. A conta da empresa na rede X publicou uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno com o dedo médio.
Investigações acompanham o empresário
Não é a primeira vez que Pavel Durov enfrenta problemas com autoridades. Em agosto de 2024, ele foi preso na França e liberado poucos dias depois.
As autoridades francesas também investigam se o Telegram combateu de forma adequada atividades criminosas e se cooperou suficientemente com pedidos das forças de segurança. Durov nega qualquer irregularidade.
