A proposta da Fifa de vender participações em uma subsidiária comercial avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões) provocou forte reação das confederações continentais, que afirmam terem sido surpreendidas pelo plano da entidade máxima do futebol de abrir espaço para investidores privados no esporte.
As confederações da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Ásia (AFC) divulgaram duras críticas nesta quarta-feira (29), afirmando que souberam da proposta de venda de participação acionária por meio da imprensa, e não pelos canais oficiais da Fifa.
Na terça-feira (28), a Fifa anunciou que pretende criar uma subsidiária de 20 bilhões de dólares para administrar a Copa do Mundo e outros eventos organizados pela entidade. O plano prevê a venda de até 20% da empresa para investidores externos.
Segundo a proposta, a nova empresa será chamada Fifa Forward Enterprise e ficará responsável pelas operações comerciais e pela gestão dos eventos da entidade.
A Fifa, que neste ano realizou a primeira Copa do Mundo com 48 seleções, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, pretende manter o controle da empresa, mas vender uma participação minoritária para levantar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21 bilhões).
Concacaf critica “falta de devido processo”
Em nota oficial, a Concacaf afirmou que tomou conhecimento do projeto apenas por reportagens e, posteriormente, por um comunicado divulgado à imprensa.
