O período de nascimento na pecuária de corte traz um dos maiores desafios sanitários da fazenda: a proteção dos bezerros recém-nascidos.
A bicheira de umbigo, nome popular da miíase cutânea causada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax, é um problema recorrente nos pastos brasileiros. Além do sofrimento animal, a infestação gera prejuízos produtivos diretos e pode levar à morte do bezerro em questão de dias se não houver a intervenção adequada.
A atração da mosca adulta pela mucosa exposta do cordão umbilical recém-cortado faz com que as posturas de ovos ocorram rapidamente.
Em menos de 24 horas, as larvas eclodem e iniciam a invasão dos tecidos. Quando o processo não é contido, o quadro pode evoluir para infecções bacterianas secundárias, resultando no conhecido “umbigo duro” ou na inflamação das articulações (“junta inchada”), comprometendo de forma severa o desenvolvimento do animal.
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A perda de eficácia das soluções tradicionais
Por mais de trinta anos, o manejo de maternidade nas propriedades rurais brasileiras se baseou fortemente no uso preventivo da doramectina. No entanto, o uso contínuo e massivo dessa mesma molécula ao longo de décadas acabou selecionando populações de moscas resistentes.
