O governo brasileiro avalia que a crise diplomática com os Estados Unidos ainda está longe de atingir seu ponto máximo. Ao contrário: a expectativa, segundo integrantes do governo ouvidos pela blog, é de uma nova escalada nos próximos dias ou semanas.
A leitura no Palácio do Planalto e no Itamaraty é que a eleição presidencial brasileira passou a integrar uma disputa geopolítica mais ampla pelo comando político da América Latina.
A avaliação ganhou força depois da decisão do governo brasileiro de negar vistos a dois representantes americanos que viriam ao país em missão relacionada às eleições. No Itamaraty, a percepção é de que será difícil Washington deixar a medida sem resposta.
Quem são os funcionários americanos que tiveram visto negado pelo Itamaraty
A expectativa é de uma reação no campo diplomático, com novas restrições de vistos, mas outras medidas também não são descartadas. Entre elas, permanece no radar a possibilidade de utilização da Lei Magnitsky como instrumento adicional de pressão.
Agora no g1
Nos bastidores, diplomatas resumem o cenário em duas palavras: pressão máxima.
A avaliação é que os Estados Unidos podem combinar medidas diplomáticas, administrativas e econômicas com uma ofensiva política e de comunicação para aumentar a pressão sobre o governo brasileiro.
Pressão máxima: governo espera nova ofensiva dos EUA contra o Brasil
