As micropensões, planos de previdência flexíveis com contribuições adaptadas à realidade dos trabalhadores de plataformas, são uma solução estratégica para formalizar e proteger essa categoria, que já soma de 2,2 milhões a 2,3 milhões de pessoas no Brasil. Essa é a conclusão do estudo “Lições globais para o desenho de micropensões: um modelo para a formalização de trabalhadores de plataforma”, elaborado pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), em parceria com a Fiap (Federação Internacional das Administradoras de Fundos de Pensão). Eis a íntegra (PDF - 11 MB).
O estudo foi realizado a partir de experiências internacionais bem-sucedidas na China, na Índia, no Quênia, no Chile, no México e na Colômbia. No Brasil, a implementação enfrenta barreiras como a volatilidade da renda e fatores comportamentais, como o “viés do presente” -tendência a priorizar o consumo imediato- e a desconfiança em relação às instituições financeiras tradicionais.
A pesquisa mostra que a flexibilidade de contribuição e o acesso via tecnologia móvel se destacam como pilares indispensáveis para assegurar a adesão dos trabalhadores.
