Durante os meses de inverno, o Brasil vive a sua segunda safra de uvas vitis vinifera do ano. Produtores de cerca de 60 vinícolas que utilizam a técnica da dupla-poda esperam colher cerca de 4,5 mil toneladas da fruta para a produção enológica.
Segundo a associação que representa o setor, a Anprovin, foram plantadas uvas em mais ou menos 1500 hectares, o que representa 15% a mais do que em 2025. Os números mostram o avanço da vitivinicultura das regiões sudeste e centro-oeste do Brasil.
Com a alta tecnologia e os intensos manejos no campo, a safra reserva alta qualidade polifenólica dos cachos, mas em menor quantidade.
Segundo Cláudio Góes, empresário e presidente da Anprovin, a colheita em São Paulo foi atrasada para que os frutos pudessem atingir o grau brix necessário, de acordo com a filosofia do grupo de enologia da Philosophia Wine.
“Esse é mais um aprendizado que temos com a dupla-poda. Diferente do sul em que você precisa colher tudo de uma vez só, aqui a gente conseguiu manter as uvas nos pés sem problemas, até que pudéssemos chegar ao patamar desejado”, mencionou.
Em Ribeirão Preto, a vinícola Terras Altas também comemora uma boa safra. Segundo o engenheiro agrônomo, Ricardo Baldo, a região de terroir quente irá colher as quantidades almejadas.
A vinícola colheu os cachos dias antes de um forte temporal que atingiu a cidade e que causou estragos em muitas regiões.
