A suinocultura brasileira deve iniciar um processo de recuperação em 2027, após um período de acomodação da oferta e de pressão sobre as margens dos produtores em 2026. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (28) pelo presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, durante evento com a imprensa para divulgação de projeções setoriais.
Segundo Santin, o setor entrou em 2026 depois de dois anos de forte rentabilidade, movimento que estimulou a expansão da produção. Esse avanço da oferta acabou pressionando os preços pagos ao produtor independente ao longo do ano.
Na avaliação do presidente da ABPA, o ajuste da oferta na suinocultura ocorre de forma mais lenta do que na avicultura, por causa do ciclo de produção mais longo dos animais. Por isso, a acomodação do mercado deve avançar gradualmente ao longo do segundo semestre.
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Mesmo com a queda dos preços internacionais da carne suína, Santin afirmou que os embarques brasileiros continuam em ritmo forte. De acordo com ele, nos primeiros 18 dias úteis de julho, o Brasil exportou cerca de 105 mil toneladas. O volume, segundo a entidade, indica possibilidade de novo recorde mensal caso o desempenho seja mantido até o fim do mês.
