Analisar um novo filme do Homem-Aranha é sempre complicado. Não pela qualidade da concorrência, necessariamente, mas pela quantidade de versões que o personagem já recebeu nos cinemas.
Em retrospecto, depois de assistir Homem-Aranha: Um Novo Dia, penso se os roteiristas dos dois primeiros filmes subestimaram os desejos do público em relação ao amigão da vizinhança ou se essa trajetória de fato fez sentido para o personagem chegar até aqui. A resposta provavelmente está em algum lugar no meio, mas mesmo assim acredito que os primeiros filmes podiam ter trazido uma representação mais memorável do herói.
Homem-Aranha: Sem Volta para Casa flerta com um Peter mais maduro, principalmente depois de utilizar o clássico recurso de amadurecimento do personagem: a morte de um tio (no caso, tia) querido. Ainda assim, essa maturidade parece estar encaminhada, mas não atingida. Homem-Aranha: Um Novo Dia finalmente conclui esse objetivo.
Em meio a uma fase de recuperação do MCU após a saturação de séries e filmes de super-heróis e com Vingadores: Doutor Destino logo na esquina, será que Homem-Aranha: Um Novo Dia traz novos ares à franquia? Confira a crítica completa e sem spoilers a seguir.
História emocionante e fechada
O que mais me preocupava no filme era definitivamente o roteiro.
