O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (28) a decisão de prorrogar por mais um ano a emergência nacional declarada contra o Brasil, mantendo em vigor a ordem executiva que classifica o país como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.
Apesar da renovação, a medida não apresenta novas sanções econômicas sobre produtos brasileiros ou cria uma nova emergência nacional.
No documento, o presidente norte-americano Donald Trump afirma que permanecem válidos os motivos apresentados na Ordem Executiva 14323, assinada em 30 de julho de 2025.
Segundo o texto, políticas, práticas e ações do governo brasileiro continuariam interferindo na economia dos EUA, restringindo a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, violando direitos humanos e prejudicando interesses norte-americanos relacionados à proteção de seus cidadãos e empresas.
Anteriormente, a ordem executiva havia sido utilizada para impor uma sobretaxa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros, que se somava à tarifa global de 10%. Em fevereiro de 2026, porém, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a medida adotada por Donald Trump violava a legislação federal por impor unilateralmente sanções comerciais em escala global.
