Manter a infraestrutura do 2G ativa no Brasil deixou de fazer sentido para a Vivo. Durante a coletiva para divulgação de resultados financeiros, nesta terça-feira (28), o CEO Christian Gebara afirmou que quer desativar a rede legada “o quanto antes for possível” para eliminar os altos custos de operação e limpar o espectro de frequências, com o objetivo final de turbinar o 4G e o 5G.
Apesar da urgência declarada pelo executivo, a Vivo ainda não tem um cronograma para encerrar o serviço de segunda geração. Hoje, o desligamento ainda esbarra em diversos obstáculos. O principal talvez seja a enorme base de dispositivos corporativos que ainda dependem do sinal antigo para funcionar.
Por que o 2G da Vivo ainda não foi desligado?
O sinal 2G pode parecer sinônimo de lentidão, mas ele ainda é fundamental para o nicho de Internet das Coisas (IoT). Dados de maio ilustram bem essa realidade: enquanto o 4G domina o setor de forma isolada, com 64,4% das linhas e o 5G avança para 23,9%, o antigo 2G ainda responde por 6,7% do mercado de conexões para fins comerciais/empresariais. Curiosamente, a rede de segunda geração supera até mesmo o 3G, que hoje amarga apenas 5,1% de participação.
Essa continuidade do 2G é sustentada quase integralmente pelo setor corporativo.
