É provável que, em 2027, a lista de deputados na Câmara Federal seja muito semelhante à atual -os mesmos nomes e os mesmos partidos. Isso se dá porque um percentual de 87,3% (448) dos 513 deputados federais deve tentar a reeleição em 2026.
A tendência é de que a renovação na Casa fique abaixo de 49% -média histórica desde 1990. Os dados constam em levantamento do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), divulgado nesta 3ª feira (28.jul.2026). Eis a íntegra (PDF -547 KB).
Em comparação, a taxa dos deputados que pretendiam concorrer em 2022 alcançou 86,9% (446). Naquele pleito, o índice de reeleição -os que realmente foram eleitos- foi de 65,6%.
O histórico de reeleição na Câmara dos Deputados indica que cerca de metade dos congressistas se reelege em cada eleição. No total, a média de reeleição da Casa é de 65%. Em consequência, a renovação (novos congressistas) cai a cada ano. Em 1990, o índice de renovação foi 61,8%. Em 2022, foram 237 (46,3%) novos deputados.
É esperada também uma concentração ainda maior de congressistas em poucos partidos, de acordo com o Diap. Legendas grandes, como PP, União Brasil, PT, PL, Republicanos e PSD, aparecem no estudo como as principais candidatas a formar as maiores bancadas da Câmara. Na centro-esquerda, o PSB tende a apresentar a maior expansão.
Os 65 congressistas que não tentarão a reeleição não necessariamente pretendem deixar a vida política.
