O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negócios acima da referência média ao longo do dia, diante da posição pouco confortável das escalas de abate, que ainda atende entre cinco e sete dias úteis na média nacional. O ponto central do movimento de alta está na baixa disponibilidade de gado para o abate.
De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a evolução das escalas de abate e o ritmo das exportações são variáveis determinantes para a formação de tendência no curtíssimo prazo.
Referência média
São Paulo: referência média ficou em R$ 348,42, na modalidade à prazo.
Em Goiás: indicação média foi de R$ 328,75 para a arroba do boi gordo.
Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 325,29.
Mato Grosso do Sul: a arroba foi indicada em R$ 334,09
Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 324,32.
Mercado atacadista
O mercado atacadista mantém preços predominantemente estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios continua oferecendo pouco espaço para reajustes mais expressivos, considerando a dificuldade da indústria em repassar as valorizações ao consumidor, em meio ao baixo poder de compra da população brasileira.
Paralelamente, as proteínas concorrentes seguem apresentando maior competitividade em relação à carne bovina, com destaque para a carne de frango, apontou Iglesias.
Quarto traseiro: permanece cotado a R$ 26,50 por quilo
Quarto dianteiro: segue negociado a R$ 20,00 por quilo.
