A defesa da advogada Mirian Ribeiro Gonçalves, denunciada no esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça, defendeu na 6ª feira (24.jul.2026) que o julgamento do caso deve deixar o Supremo Tribunal Federal. Ela é advogada e mulher de Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como o principal operador da negociação de decisões judiciais.
Mirian foi denunciada pela Procuradoria Geral da República na operação Sisamnes. Ela é mulher de Andreson de Oliveira Gonçalves, citado pelo órgão como o principal articulador da negociação de decisões judiciais.
Em petição encaminhada ao relator do caso no STF, ministro Cristiano Zanin, a defesa diz que não há ministros do STJ nem outras autoridades com foro por prerrogativa de função entre os 9 denunciados. Por isso, sustenta que a acusação não deve ser analisada pela 1ª Turma do STF.
“Não tem ministro do STJ nesse imbróglio! Se tivesse, estaria já denunciado. Depois de mais de 2 anos de investigação, soa absurda a tese, cujo enunciado bem poderia ser o ‘Esperando Godot’, de Samuel Beckett. À diferença da genial peça, pioneira do Teatro do Absurdo, o enredo ora em desenvolvimento não se move em qualquer nível de esperança concreta”, diz a defesa. Leia a íntegra do pedido (PDF - 600 kB).
Apesar de não terem sido denunciados, ao menos 2 ministros do STJ são formalmente investigados: Moura Ribeiro e Marco Buzzi. Zanin autorizou apurações da Polícia Federal sobre os magistrados. Ambos afirmaram desconhecer as investigações.
