A Shein, varejista online de fast-fashion, informou que suas operações nos Estados Unidos estão sob investigação da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) e que, por isso, pode enfrentar multas significativas, de acordo com documentos apresentados em conexão com oferta pública inicial (IPO) prevista em Hong Kong.
A Shein está cooperando com a investigação, informou a empresa de origem chinesa em documentos publicados pela bolsa de valores de Hong Kong no domingo.
“O resultado da investigação, seja por meio de acordo ou de outra forma, pode exigir que efetuemos pagamentos monetários significativos que poderiam ter um efeito adverso relevante sobre nossa situação financeira e nossos resultados operacionais”, afirmou a empresa no documento.
Um porta-voz da FTC confirmou nesta terça-feira que a agência está conduzindo uma investigação de proteção ao consumidor contra a Shein. A FTC é responsável pela aplicação das leis dos EUA contra práticas comerciais desleais e enganosas.
A Shein não divulgou o motivo pelo qual está sendo investigada. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A varejista de fast-fashion transferiu seus planos de IPO para Hong Kong após divulgações sobre riscos na cadeia de suprimentos se tornarem um grande obstáculo às listagens propostas em Nova York e Londres, de acordo com uma fonte com conhecimento direto do assunto.
