Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, deixando mortos e dezenas de feridos. O fenômeno voltou a evidenciar a vulnerabilidade do país a esse tipo de evento natural, ao mesmo tempo em que destacou o elevado grau de preparação japonesa para enfrentar tais catástrofes. Ao CNN 360°, o geofísico Marcos Ferreira, do Serviço Geológico do Brasil, explicou as causas, os impactos e os riscos associados ao tremor.
Por que o Japão sofre tanto com terremotos?
Segundo Marcos Ferreira, a frequência de terremotos no Japão está diretamente ligada à sua posição geográfica em relação às placas tectônicas. “O Japão está num contexto de placas tectônicas, com diversas placas que vão se interagindo”, afirmou.
Na região sul do país, há o encontro da placa das Filipinas com a placa asiática, além de outras placas que colidem ao longo do arquipélago. “Ele é um conjunto muito complexo de encontros de grandes placas, que favorece uma quantidade enorme de tremores”, explicou o especialista.
Marcos Ferreira destacou ainda que, embora o Japão não seja o país com o maior número de tremores no mundo, posto ocupado pelo Chile, ele é o segundo colocado nesse ranking global.
Preparo japonês reduz, mas não elimina os danos
O geofísico reconheceu que o Japão investe fortemente tanto na preparação da população quanto na resistência de suas estruturas.
