Há 66 milhões de anos, o choque do asteroide Chicxulub contra a Península de Yucatán, no México, pode ter desencadeado uma sequência de eventos ainda mais devastadora do que se imaginava. Um novo estudo aponta que a poeira lançada à atmosfera após a colisão teria ampliado o calor produzido pela reentrada de fragmentos do impacto, favorecendo incêndios globais.
A pesquisa foi conduzida por cientistas liderados por Brandon Johnson, pesquisador de ciência planetária da Universidade Purdue, e publicada nesta terça-feira (28) no periódico Journal of Geophysical Research: Biogeosciences. O trabalho analisou como os resíduos liberados pelo impacto interagiram com a atmosfera e alteraram as condições na superfície terrestre.
Os resultados sugerem que a combinação entre partículas rochosas em queda e uma camada planetária de poeira teria elevado a intensidade térmica o suficiente para causar queimadas espontâneas e eliminar grande parte dos animais expostos ao ambiente, reforçando a hipótese de que o próprio impacto esteve no centro da extinção em massa.
Poeira atmosférica pode ter ampliado o poder destrutivo do impacto
Quando o asteroide, com cerca de 10 quilômetros de diâmetro, atingiu a região que hoje corresponde ao México, a energia liberada vaporizou rochas e lançou uma enorme quantidade de material para a atmosfera. Parte desse material se condensou em pequenas esferas rochosas, que retornaram ao planeta como partículas aquecidas pela passagem pelo ar.
