A China sinalizou abertura para cooperar com o Brasil no desenvolvimento da cadeia de terras raras, inclusive em tecnologias de separação dos elementos, em um momento em que os Estados Unidos ampliam investimentos e articulações para vincular os projetos brasileiros a uma cadeia produtiva alternativa à chinesa.
Segundo o presidente do Ibram ( Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário, conversas mantidas com representantes da embaixada e outros interlocutores chineses indicam disposição de Pequim para estabelecer parcerias com o Brasil no setor.
“As conversas que tive com a embaixada e agentes chineses são de abertura a parcerias. Eles têm algumas restrições aos Estados Unidos, mas não me parece haver qualquer resistência à cooperação com o Brasil. Ao contrário, parecem bastante abertos a trabalhar juntos”, afirmou Cesário em coletiva nesta terça-feira (28).
O presidente do Ibram disse não enxergar limitações para que o Brasil receba investimentos chineses, inclusive para uma das etapas mais complexas da cadeia de terras raras.
“Não vejo limites na cooperação com a China, os Estados Unidos ou qualquer investidor. Nem para tecnologia de separação de terras raras”, acrescentou.
A declaração não representa uma oferta formal do governo chinês ou de uma empresa específica. A sinalização, porém, indica que Pequim pode tentar ampliar sua presença em um mercado brasileiro que, até o momento, tem sido ocupado principalmente por companhias e financiadores ocidentais.
