Um instrumento cirúrgico ficou retido no abdômen de uma paciente de 33 anos por 96 dias após uma histerectomia realizada em 5 de janeiro deste ano no Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Bragança Paulista, no interior de São Paulo. O objeto só foi identificado em 10 de abril, quando Érica Cristina Bannai Von Hoonholtz procurou o pronto-socorro com sintomas que incluíam dor abdominal e vômito.
A tomografia feita naquele dia registra “tesoura metálica ocupando o mesogástrio e flanco direito“. Na madrugada seguinte, a paciente foi submetida a laparotomia exploradora com enterectomia e entero-anastomose. O laudo anatomopatológico descreve um segmento de intestino delgado de 22 centímetros com processo inflamatório crônico ativo, áreas de infarto isquêmico e peritonite visceral aguda.
O caso é apurado pelo 1º Distrito Policial de Bragança Paulista em inquérito, tipificado como lesão corporal culposa (artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal). Os autos também tramitam no Juizado Especial Cível e Criminal da comarca.
À CNN Brasil, Érica Cristina relatou a experiência e disse que busca poupar outras vidas com a repercussão do caso.
Os documentos obtidos pela CNN Brasil ajudam a reconstituir a cronologia do caso.
A descrição cirúrgica da histerectomia realizada em 5 de janeiro informa que o procedimento começou às 15h30 e terminou às 17h.
