A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) postergou mais uma vez o desfecho sobre como será feita a divisão financeira dos prejuízos causados pelas interrupções forçadas na produção de energia, manobra técnica conhecida no setor elétrico como curtailment. A análise do caso foi suspensa na reunião desta 3ª feira (28.jul.2026).
O diretor Gentil Nogueira pediu vista do processo, mecanismo que concede mais tempo para análise, logo depois de o diretor Fernando Mosna apresentar um voto com propostas alternativas ao texto principal.
Mosna decidiu ler seu parecer mesmo sem a presença da relatora do caso, a diretora Agnes da Costa. Ele justificou a atitude afirmando que seu mandato na agência reguladora se encerra no próximo mês e que esta seria sua penúltima participação nas reuniões da diretoria.
O QUE SÃO OS CORTES E A DIVERGÊNCIA
Para manter o equilíbrio e a segurança da rede elétrica no país, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) precisa, em determinados momentos, determinar que usinas deixem de injetar energia no sistema. O debate central na Aneel é definir de quem é a responsabilidade de arcar com o custo da eletricidade que deixou de ser comercializada.
Enquanto a relatora original defendia uma metodologia mais direta, o diretor Fernando Mosna argumentou em seu voto que o mercado não está preparado para a mudança definitiva. Ele propôs uma transição mais cautelosa e gradual para evitar impactos no setor.
