Uma campanha de espionagem orquestrada por grupos supostamente ligados à Rússia explora uma vulnerabilidade do serviço de email Zimbra. O diferencial dessa campanha maliciosa é que ela pode invadir contas de email de grandes organizações sem que as vítimas cliquem em links ou baixem anexos na mensagem.
A operação foi descoberta pela empresa de cibersegurança Proofpoint e confirmada em um alerta conjunto assinado por agências como NSA, FBI, CISA e serviços de inteligência de diversos países. Segundo o relatório, a campanha esteve ativa desde julho de 2025 e utilizou a vulnerabilidade CVE-2025-66376 como um ataque do tipo zero-day.
Entre os principais alvos estavam órgãos do governo ucraniano, agências dos Estados Unidos, organizações ligadas à defesa, instalações nucleares, instituições científicas e empresas europeias. Os pesquisadores atribuem a campanha ao grupo TA488, também conhecido como Laundry Bear ou Void Blizzard.
Esse grupo é apontado como uma organização de espionagem patrocinada pelo Estado russo. Apesar disso, o relatório não menciona nominalmente que o governo russo está por trás desses ataques, mesmo que os alvos possam estar alinhados aos interesses estratégicos de Moscou.
O que mais impressiona é que essa campanha é disseminada por um tipo de phishing aprimorado. Se antes a ação humana de clicar em links ou fazer downloads era necessária, essa ameaça esconde um código malicioso diretamente no corpo do email.
