Omã propôs ao Irã uma gestão conjunta do estreito de Ormuz, baseada em contribuições voluntárias de países e empresas que utilizam a rota marítima. O plano determina um financiamento compartilhado para segurança da navegação, proteção ambiental e operações de busca e salvamento. A iniciativa foi confirmada nesta 3ª feira (28.jul.2026) pela agência Reuters.
A proposta de Omã busca evitar o controle exclusivo do Irã sobre a passagem mais estratégica do mundo para o comércio de energia. Segundo a Reuters, o estreito de Ormuz concentrava, antes das hostilidades recentes, cerca de 1/5 de todo o suprimento energético global exportado do Oriente Médio. A iniciativa conta com apoio de outros países da região e tem como referência o modelo de gestão adotado no estreito de Malaca, passagem que interliga os oceanos Índico e Pacífico.
ARTICULAÇÃO DIPLOMÁTICA GANHA FORÇA
Na véspera do anúncio, o contexto já era de intensa movimentação regional. Na 2ª feira (27.jul), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que Irã e Estados Unidos mantêm negociações em curso e advertiu que os bombardeios americanos serão retomados caso as tratativas fracassem. Os EUA haviam suspendido de forma abrupta uma campanha de ataques aéreos contra o Irã no fim de semana anterior, o que elevou as expectativas de solução diplomática para a retomada segura da navegação comercial pelo estreito.
