Daniela Villarroel é bombeira voluntária há sete anos.
Arquivo pessoal/Daniela Villarroel via BBC
Aviso: Esta reportagem contém descrições que podem ferir a sensibilidade de alguns leitores.
Daniela Villarroel preferiu tirar as botas e o uniforme ainda no jardim. Queria evitar que a sua casa ficasse impregnada pelo "cheiro de morte" que a acompanhava depois de buscar sobreviventes do terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24/6.
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Antes de fazer carinho em seus cachorros, sacudiu os cabelos e limpou o rosto para tirar a poeira dos escombros. Depois que seus pais faleceram e seus irmãos emigraram, Emma, Chimuelo e Sisi são a família que lhe resta em Caracas, capital venezuelana.
Villarroel, de 28 anos, interrompeu seu trabalho como nutricionista por três semanas para ajudar no resgate de sobreviventes e na recuperação de corpos em La Guaira, o Estado mais afetado pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela há pouco mais de um mês.
Nos sete anos no Corpo de Bombeiros Voluntários da Universidade Central da Venezuela (UCV), Villarroel já enfrentou incêndios, acidentes e operações de resgate urbano. O que nunca havia vivenciado era o desafio de retirar pessoas presas sob prédios que desabaram.
Agora no g1
Daniela Villarroel integra o Corpo de Bombeiros Voluntários da Universidade Central da Venezuela (UCV).
A socorrista que trabalhou 18 dias seguidos em área mais atingida pelo terremoto na Venezuela: 'Sinto que nunca vou me livrar deste cheiro de morte'
