Resumo
ChatGPT, da OpenAI, passou a recusar pedidos para imitar estilo de autores famosos vivos, alegando não poder reproduzir voz de escritor.
Em vez de imitar, o ChatGPT descreve características do autor e gera textos com traços semelhantes, sem violar direitos autorais.
Outras IAs, como Gemini do Google e Claude da Anthropic, não apresentaram restrições para imitar estilos de autores.
Usuários notaram que o ChatGPT passou a dizer que não pode obedecer prompts que pedem para gerar textos seguindo o estilo de um autor famoso. Em vez disso, a inteligência artificial da OpenAI descreve as características marcantes daquele escritor, mas avisa que não está autorizada a imitar sua voz.
O Ars Technica testou o cenário com um comando para escrever a abertura de um conto usando o estilo de Stephen King. O ChatGPT disse poder escrever com traços de “horror atmosférico ligado a personagens e cidades pequenas”, mas se recusou a seguir a maneira exata ou imitar a voz do autor.
O site No Latency publicou um artigo mais profundo sobre IA e imitações literárias. O estudo apontou que o ChatGPT se recusava a imitar autores vivos, mas não escritores mortos.
O que o ChatGPT diz?
Por aqui, eu testei com quatro autores, para variar entre brasileiros e estrangeiros e também entre vivos e mortos (Raphael Montes, Guimarães Rosa, Stephen King e Nikolai Gógol). Para todos eles, o chatbot oferece uma explicação antes de mostrar o texto gerado.
